72h de jejum e autofagia: o que acontece dentro das células — Carolina Brazão Grippe (Parte 1)
Esta foi uma live especial: a primeira vez que organizei um desafio de jejum prolongado junto com uma nutricionista. Convidei Carolina Brazão Grippe, nutricionista carnívora, para conversar sobre os princípios da autofagia, o eixo mTOR versus AMPK e o que realmente acontece no corpo a partir das 24 horas de jejum.
A Carol fala com propriedade de quem testou: ela já fez um jejum de 88 horas, no qual registrou glicemia de 32 mg/dL e cetonas em 6,3 mmol/L. No consultório, atende pacientes em quimioterapia, com doença autoimune, SOP, mioma, endometriose e quadros neurológicos.
Um dos pontos centrais da conversa é por que muita gente “patina” nos primeiros dias de jejum: na experiência dela, geralmente é resistência à insulina não resolvida. Enquanto houver competição com a glicose, o corpo não precisa aumentar a maquinaria de oxidação de gordura — a cetoadaptação é exatamente esse processo de adaptação enzimática, e ela leva tempo.
O que você vai ver nesta parte
- O que é autofagia e o Nobel de Medicina de 2016 de Yoshinori Ohsumi.
- Por que jejuns acima de 24 horas ativam mais a “faxina celular” do que janelas curtas.
- mTOR e AMPK: as duas vias que decidem se o corpo constrói ou recicla.
- Por que a cetoadaptação exige tirar a glicose da frente — e o que isso muda na energia.
- A experiência da Carol com o jejum de 88 horas e os números que ela registrou.
Um aviso importante
Jejum prolongado não é para todo mundo. Quem usa medicação contínua (especialmente para diabetes), gestantes, adolescentes e pessoas com histórico de transtorno alimentar precisam de acompanhamento profissional. Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação individual.