Médica diabética tipo 1 com câncer: como a Dra. Rachel usou jejum no tratamento (Parte 1)
Esta conversa com a Dra. Rachel Furtado (@dra.rachelfurtado) é uma das mais marcantes que já tive no canal. Médica, diabética tipo 1 desde os 14 anos, em 2014 ela recebeu um diagnóstico de câncer raro no retroperitônio — tumor infiltrativo, inoperável, com 10% de chance de vida segundo o oncologista.
Nesta primeira parte, ela conta como descobriu sozinha, na madrugada, os trabalhos do Dr. Jason Fung e do Dr. Thomas Seyfried, e decidiu combinar jejum intermitente e dieta cetogênica terapêutica com a quimioterapia — contra a opinião da endocrinologista que cuidava do diabetes dela. Ela relata o que a ressonância de dezembro de 2014 mostrou depois de um único ciclo de quimioterapia: redução da lesão e do edema ao redor, laudo após laudo — e como isso a levou a estudar a fundo autofagia e o metabolismo da célula cancerígena.
O que você vai ver nesta parte
- O diagnóstico raro de 2014 e o tumor que infiltrava a pélvis.
- Como uma diabética tipo 1 com bomba de insulina ajustou o próprio tratamento para conseguir jejuar com segurança.
- A descoberta de Jason Fung e Thomas Seyfried e a lógica metabólica por trás da cetogênica terapêutica no câncer.
- O que os laudos das ressonâncias mostraram ao longo do tratamento.
- Por que essa experiência a fez mudar a forma de exercer a medicina.
A Parte 2, sobre hiperinsulinismo e o que o exame de jejum não mostra, também está disponível aqui no site.
Um aviso importante
Este é o relato de um caso individual, vivido por uma médica que monitorou o próprio tratamento — não é evidência de que jejum ou cetogênica curam câncer, e não substitui tratamento oncológico. Qualquer intervenção alimentar durante um tratamento de câncer precisa ser discutida com a equipe médica responsável.